Ministério Pastoral 5 - Pastor e o Púlpito
O PASTOR E O PÚLPITO
Todas as grandes organizações do mundo moderno possuem o seu “ponto alto”, o qual só pode ser ocupado por alguém que seja capaz e que tenha sido preparado especialmente para ocupá-lo. O templo evangélico também tem o “ponto alto” este lugar é exatamente o púlpito.
AO ASSUMIR O PÚLPITO. O Pastor não deve, de modo algum, abusar do púlpito; não é o púlpito lugar para censurar os defeitos de terceiros, defender-se de seus adversários, ou mesmo contra – atacar com indiretas aqueles com quem mantém diferença. Agraciar seus amigos ou enaltecer os benfeitores (seus ou da igreja) também é prejudicial, pois, cria divisões dentro da igreja.
O púlpito também não é lugar para queixas contra inflação e contra insuficiência de remuneração. Se houver divisão na igreja – fato este cada vez mais comum – o púlpito nunca deverá ser usado para favorecer um e combater o outro, mas só para uni-los a todos.
Além destas coisas, o pastor deve cultivar elegantemente a sua postura no púlpito de uma igreja. Paulo recomenda a Timóteo: “Para que saibas como convém andar na Casa de Deus” (I TM 3:15), e não se pode “oferecer sobre o altar pão imundo” ML 6:7, como muitos fazem com vocabulário vulgar, gracejos, anedotas e etc, procurando “distrair” as pessoas em lugar de proclamar a verdadeira mensagem do Evangelho de Jesus Cristo.
Cada vez que o ministro sobe ao púlpito, os olhares que se lhe voltam passam em revistas, não só as suas palavras, mas a sua voz, e sua expressão, a sua movimentação, não ficando indiferente todo o seu modo de vestir. Como o pregador é a própria pregação, ele pode tornar ineficiente a mensagem nele contida, se não observar algumas regras e atitudes próprias que a ética nos ensina na conduta do mensageiro no púlpito, como:
a) Pregar gritando o tempo todo, sem se
aperceber que está diante de um microfone;
b) Bater com força repetidamente e dar
murros no púlpito com estardalhaço.
c) Gesticular demasiadamente, insinuando
às vezes gírias ou imoralidades, e às vezes pular, sem se dar conta disso; o
corpo deve ser naturalmente dosado por gestos conforme a dinâmica do sermão;
d) Falar de olhos fechados ou
arregalados, bem como olhar de modo fixo para cima ou para o piso como se
tivesse perdido algo, e com medo de encarar o auditório. O certo é que os olhos
devem acompanhar o que se fala, pois às vezes falam mais claro que as palavras,
e ajudam o pregador a sentir o efeito da mensagem;
e) Fazer a leitura Bíblica que anunciou
e não mais voltar a ela;
f) Não conversar no púlpito, senão o
estritamente necessário, e não despachar o expediente no horário do culto;
g) O pastor deve chegar cedo à Casa do Senhor Deus, porque assim fazendo, dará bom exemplo ao rebanho e não contemplará o semblante do povo com sinais de impaciência e cansaço.
LINGUAGEM - Tiago, irmão de Jesus, usou praticamente um capítulo inteiro de sua epístola (capítulo 3) referente ao BOM E MAU USO DA LINGUA. Diz que “todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo”. (TG 3:2).
Vejamos os tropeços em que o pastor pode incorrer ao longo de seu ministério, através da linguagem falada:
É da abundância do coração que a boca fala, LC 6:45; MT 15:18. A fala é a faculdade que distingue os homens dos animais; é o sinal de sua personalidade.
O caráter de uma pessoa é revelado pela maneira de falar e se expressar. Por isso, Paulo fala em CL 3:8 – “... despojai-vos... das palavras torpes da vossa boca”. Estava se referindo à linguagem obscena do falar, do abuso da boca suja, pois o termo grego “AISCHROS” significa FEIO, VERGONHOSO, VIL, AVILTANTE, e retém a ideia tanto de profanação como a de obscenidade, juntamente com a ideia de abuso.
Ele ainda condena veementemente essa prática, que é oposta à santidade cristã, dizendo que, a não ser a que for bom para promover a edificação, nenhuma palavra deve sair de nossa boca; Nem; prostituição (profanação, aviltamento); impureza ou avareza (mesquinhez, esganação); torpezas (procedimento ignóbil, impudicícia); parvoíces (tolices); chocarrices (gracejo atrevido).
Mas, antes ações de graças. Pois é, pastores e dirigentes devem fazer uso da fala com ações de graça, apropriando-se dessa faculdade, e bendizer e louvar a Deus, sempre edificando.
Comentários
Postar um comentário