Gestão Administrativa 5 - Eclesiastica - Abordagem Geral
AFMINISTRAÇÃO ECLESIASTICA
Uma abordagem geral e de
importância para vusão administrativa eclesiástica.
A igreja também é uma organização, uma vez que, perante a lei
dos homens tem que ser organizada em pessoa jurídica, com estatutos, sede,
diretoria e outras exigências legais. Tem uma denominação, patrimônio,
regimento interno e existência física.
Assim, na Igreja, Deus estabeleceu alguns primeiramente
apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro, mestres; em seguida, os que
realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda,
os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. 1 Cor. 12:28;
O próprio Deus criou uma equipe do céu para efetuar uma gestão celestial na
terra e, disse mais:
Da
mesma maneira Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha
igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela. Mat. 16:18. Também
sujeitou tudo o que existe debaixo de seus pés e o designou cabeça sobre
absolutamente tudo o que há, e o concedeu à Igreja, que é o seu Corpo, a
plenitude daquele que satisfaz tudo quanto existe, em toda e qualquer
circunstância.
Em
Ef. 1:22-23. Ele é a cabeça do Corpo, que é a Igreja; Ele é o princípio e o
primogênito dentre os mortos, a fim de que em absolutamente tudo tenha a
supremacia. Col. 1:18.
Como a organização é visível, local, humana, imperfeita, é
temporária (pode vir a desaparecer). Mas a igreja também é uma organização, uma
vez que, perante a lei dos homens tem que ser organizada em pessoa jurídica,
com estatutos, sede, diretoria e outras exigências legais. Tem uma denominação,
patrimônio, regimento interno e existência física.
Seu
patrimônio físico: Construções, móveis, instrumentos, veículos, telefones, etc.
Os símbolos: Sua bandeira, brasão, papel timbrado, cartões de membros e
credenciais de lideranças. Seus estatutos e regimentos internos que expressam
seus padrões de doutrinas e cultura acrescenta-se ainda seu capital social e,
capital intelectual, seus bens tangíveis e contas bancárias e cartões de credito
corporativo.
Não
se esquecendo do seu patrimônio móvel e imóvel. O que parece que as
organizações se entendem mutuamente e internamente com a mesma cultura
organizacional, visão, missão e valor obedecendo uma estrutura já verticalizada
e hierarquizada com distribuições de cargos e atribuições segundo ao interesse
desta gerencia.
Administração Eclesiástica tem
como objetivo principal prover os subsídios para uma gestão moderna e embasada
na Legislação nacional, sem, contudo, perder o foco da atividade principal da
Igreja: a expansão do Reino de Deus por meio da pregação do Evangelho.
O administrador engajado com o
corpo e a presidência na busca do bem servir, entendendo o que diz ― e quem
quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio
para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
Mateus 20:27,28.
Até alguns anos atrás, essa
função nas igrejas era exercida de forma voluntária por algum membro, na
maioria das vezes sem a qualificação profissional exigida em lei, mas com
disposição, interesse e boa vontade. Isso bastava e viviam-se todos felizes
dessa forma.
Quando não podia organizar
pessoalmente as igrejas, Paulo delegava essa tarefa, dando instruções claras
quanto aos requisitos espirituais necessários para se ocupar os cargos.
O administrador alinhado com a
liderança cristã, ou seja, bispos, pastores e apóstolos, proporcionam a
organização ―visível religiosa um caminho transparente e seguro para o
exercício de suas atividades.
Uma igreja forte na área
espiritual, digo, seus dons e ministérios operando livre sem embaraço e na área
administrativa por meio do seu
planejamento estratégico dinâmico
e atualizado, colhendo resultados de acordo com a visão e missão antes proposta
por esta comunidade.
Como organização a igreja
expressa o seu lado social, pois a mesma é estabelecida em espaço geográfico e
seus integrantes como cidadãos possuem deveres, obrigações e direitos. As
escrituras nos instruem sobre essa relação com a sociedade como, por exemplo:
Estar sujeitos às autoridades
“todo homem esteja sujeito às autoridades superiores porque não há autoridade
que não proceda de Deus: e as autoridades que existem foram por ele
constituídas” Rm.13.1.Pagar impostos “É licíto pagar tributo a César? Dai,
pois, a César o que é de César e a Deus oque é de Deus” Mt. 22.17-21.
Modelos administrativos
eclesiásticos e visão bíblica
a) Episcopal: na
forma episcopal, a autoridade reside no bispo. Há vários graus de episcopado,
ou seja, há variações quanto ao número de níveis de bispos. A forma mais
simples de governo episcopal é encontrada na igreja Metodista, que só possui um
nível de bispos.
b) Presbiteriana: O
sistema presbiteriano de governo da igreja também coloca a autoridade em
determinado ofício. Esta autoridade é exercida numa série de concílios. No
âmbito da Igreja local, o conselho ou o consistório é o grupo responsável pelas
decisões.
c) Congregacional: Esta
forma destaca o papel do cristão como indivíduo e tem a Igreja local como
centro de autoridade. cada Igreja Local chama seu próprio pastor e determina
seu próprio orçamento.
A organização humana e visível é
por vezes imprudente em colocar pessoas com ótimas ideias e bem intencionada
ocupando cargo/função de competência profissional regulamentada como no caso em
pauta, o administrador, sem estar devidamente registrado no seu conselho de
classe.
Entendemos que a administração é
um dom de Deus, e enxergamos que esse dom está entre aqueles que são
indispensáveis para o bom funcionamento de qualquer equipe de ministério e
principalmente de toda uma igreja.
O ministério de todo pastor será
muito mais frutífero e bem sucedido se ele puder dedicar-se integralmente ao
ministério da palavra em lugar da administração. A única maneira de um pastor
evitar as muitas distrações da vida e permanecer firme durante toda a sua vida
e ministério, é saber o que Deus realmente chamou o pastor a fazer .
“Pastoreai o rebanho de Deus que
há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem
por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos
foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o
Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória. (1
Pedro 5.2-4)”.
Por isso, necessitamos que na
equipe pastoral tenha uma pessoa (ou mais) com esse dom,(administrar) que possa
tirar toda sobrecarga do pastor no que diz respeito às responsabilidades
administrativas. Paulo demonstra na carta a Tito, que não era apenas pregador,
ensinador e doutor dos gentios, mas, também, um administrador eclesiástico de
larga visão ministerial.
Foi A. W. Tozer quem disse que ―o
homem que se opuser a toda organização na igreja ignora completamente os fatos
da vida. A arte é a beleza organizada; a música é o som organizado; a
filosofia, o pensamento organizado; a ciência, o conhecimento organizado; o
governo não passa de sociedade organizada, e assim, também, a igreja se
expressa por meio do ministério organizado.
O ofício de administrador
É um cargo de responsabilidade e
seus deveres devem ser tomados seriamente. Se o contrato de trabalho
identificar o profissional como Administrador, a igreja se sujeita a ser
autuada numa eventual fiscalização do Ministério do Trabalho, caso o
profissional não possua registro profissional.
Logo, habilitado para tal
desenvoltura profissional que além de conhecer a ciência da profissão
desenvolve as etapas e as estratégias com eficácia e eficiência no manuseio das
ferramentas própria da sua profissão e, por este possa legalmente representar a
igreja em questão na qualidade de um gerente científico.
A Palavra de Deus nos orienta e
exorta: “Os olhos dos que veem não se ofuscarão, e os ouvidos dos que ouvem
estarão atentos.” (Isaías 32:3); “Certo, como estou, da tua obediência, eu te
escrevo, sabendo que farás mais do que estou pedindo. (Filemom 1:21).
Importante salientar que a luz desta palavra que uma lacuna perigosa que
algumas igrejas por desconhecimento, ou por que não dizer por falta de um
administrador profissional, comete flagrante erro.
Infelizmente, temos
constantemente presenciado o mau testemunho que muitas Igrejas têm dado em
relação à forma como gerenciam os trabalhos imprescindíveis para o caminhar do
Corpo de Cristo, agindo muitas vezes de forma errônea, sem a devida orientação
profissional, com displicência e até mesmo em desobediência as Lei, podendo
esta ter em seus quadros um “responsável técnico”RT.
De acordo com o Artigo 3º, da
CLT: ―Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de
natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante
salário.‖ Inadequado seria esquecer que o contrato de trabalho deve
obrigatoriamente ser registrado em Carteira de Trabalho e Previdência Social
(CTPS), no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sendo anotado especificamente a
data de admissão, a função e a remuneração, conforme determina o Artigo 29°, da
CLT
Isto serve para o administrador e
demais pessoas contratadas na forma da lei e, para os voluntários, digo,
pessoas piedosas, com disponibilidade de tempo e apaixonadas pela obra,
contrato de voluntário. Ao se analisar o conteúdo da Lei no 9.608/98, ao longo
dos seus 5 (cinco) artigos, verifica-se que o legislador se preocupou,
basicamente, em perfilar o trabalho voluntário a fim de distingui-lo do
trabalho assalariado.
O Planejamento estratégico
O autor encontra embasamento
bíblico quando Moisés tem aconselhamento do seu sogro Jetro no ato de delegar
tarefas usando princípios da administração como a divisão das tarefas com isto
sendo liberado Moisés para tarefas mais complexas.
Atitudes Administrativas que uma
Igreja deve conhecer, ajudam a perceber o quanto que essa atividade é
importante na vida de uma igreja.
→Planejamento Estratégico:
Igrejas bem administradas sabem para onde estão indo. Elas possuem uma
declaração de visão e missão, têm estratégias e valores centrais claramente
definidos, um cronograma que norteia suas atividades com objetivos e alvos a
curto, médio e longo prazo, e um organograma que permite a todos visualizarem
como a igreja está estruturada dentro da visão.
→Liderança Descentralizada:
Igrejas bem administradas investem tempo e recurso no treinamento de liderança
e formação de equipes, para que os diversos serviços (ministérios) sejam
realizados de forma eficiente, sem haver sobrecarga para uma minoria e
principalmente para o pastor.
→Formação de Administradores:
Igrejas bem administradas tem a preocupação de descobrir pessoas com o dom de
administração, para serem capacitadas e distribuídas nas mais diferentes equipes
de ministério da igreja.
→Orçamento Financeiro: Igrejas
bem administradas trabalham dentro de um orçamento financeiro anual. Sua
receita não é gasta de forma improvisada, momentânea e irresponsável.
→Prestação de relatórios: Igrejas
bem administradas desenvolvem uma cultura de prestação de contas através de
relatórios simples e fáceis de serem preenchidos.
→Reuniões Facilitadoras: Igrejas
bem administradas ensina sua liderança para fazerem reuniões objetivas, bem
elaboradas com princípios, técnicas e dinâmicas facilitadoras
→Contabilidade: É impossível
obter boa e legal administração sem uma contadoria bem elaborada.
QUESTÕES IMPORTANTES A OBSERVAR:
O tema busca evidenciar questões
de ordem administrativa ainda bem pouco discutida na área eclesial, sendo
apresentado alternativa de maior abrangência com resultado e transparência
profissional e ao mesmo tempo eclesiástico.
→ Pode uma igreja visível
(organização) contratar um administrador profissional ou um RT para desenvolver
toda pratica técnica da ciência da administração?
→ Nesta contratação é obrigatório
que o candidato seja crente em Jesus e membro desta igreja visível
(organização)?
Solução Proposta
A primeira hipótese levantada na
seção anterior, Sim escolher um profissional que atenda as necessidades Eclésia
Administrativas. Evidentemente, alguém que professe a fé cristã. Um cristão
sério, não neófito, maduro, ponderado, hábil no trato com o público. É
necessário a devida qualificação e registro profissional. Lembrando que, no
Brasil, apenas os Administradores registrados nos CRA’s podem exercer a
profissão de Administrador.
De acordo com o Marcus Cruz no
seu artigo publicado no Instituto Jetro enseja que A Palavra de Deus nos ensina
a buscar com zelo os melhores dons e a utilizá-los para edificação da Igreja.
Muitas vezes não é isto que estamos praticando. Com o crescimento, expansão e
aumento das igrejas, cada vez mais pastores têm assumido funções
administrativas em igrejas, funções estas que não condizem com a vocação,
formação e com os dons que Deus lhes deu. O desastre é inevitável e o desgaste
é, muitas vezes, irreparável.
E acrescenta. Outro aspecto
relevante a ser considerado é que o novo código civil brasileiro exigiu das
igrejas a constituição de uma organização com CNPJ próprio, criação e
constituição de órgãos internos de controle e com funções definidas: conselhos
administrativo e fiscal (de gestão) e muitas outras obrigações administrativas
que não são pastorais.
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