Ética Pastoral 7 - Relações
RELAÇÕES MINISTERIAIS
Neste ponto consideramos as relações ministeriais que deve haver entre o pastor e seus cooperadores, com seu antecessor, o seu sucessor, com os evangelistas e os ministros visitantes.
O PASTOR E OS SEUS COOPERADORES:
O pastor juntamente com os cooperadores forma um grupo que deve trabalhar unido e com o mesmo propósito, que é o processo da obra de Deus em todos os seus aspectos, sendo que o pastor o líder desse grupo. Fazem parte do grupo dos cooperadores, os pastores auxiliares, evangelista, presbíteros, diáconos, professores de Escola dominical, porteiros, zeladores, dirigentes de círculo de oração, dirigentes de conjuntos, dirigentes de mocidade, regentes de coral e banda de música, secretários e tesoureiros, etc.
PRINCÍPIOS DAS RELAÇÕES
RELAÇÕES ENTRE MEMBROS DEVEM OBEDECER A DOIS PRINCÍPIOS:
1º - A maturidade (os membros dependem uns dos outros)
2º - Harmonia (todos são importantes necessários e trabalham com um objetivo). Rm 12.27; Ef 1.23; 4.12; CI. 1.18). Todavia, na realidade diária da igreja local, onde seus membros são pessoas que procedem de classes sociais diferentes, há formações sociais, familiares e culturais.
Atitudes e ideias pessoais são difíceis de conseguir, que os princípios de maturidade e harmonia se expressem em sua plenitude. Sempre existirão conflitos (At 6.1; FI 4.2). Ao pastor na qualidade de homem de Deus e líder do povo, cabe a árdua tarefa de estabelecer princípios pela palavra de Deus e na orientação do Espírito Santo, para obter a melhor cooperação entre os obreiros.
PRINCÍPIO DA AUTORIDADE:
O pastor deve ter autoridade suficiente para definir, orientar, ensinar, advertir (II Co 10.8; 13.10).
Princípio do Respeito: Deve existir respeito mútuo entre o pastor e seus cooperadores. Todos são servos de Deus, por isso com submissão à vontade divina humildade e renúncia de seus propósitos, devendo buscar soluções para as possíveis divergências. Ganham as igrejas cujo pastor e seus cooperadores trabalham num espírito de elevada cooperação.
Pastor e seu Antecessor: Pode-se dizer de maneira direta, com relação ao antecessor de um pastor, que este o deve honrar sinceramente. Quer tal sucessor tenha sido extremamente popular e tenha saído voluntariamente, quer tenha a desventura de tornar-se incompatibilidade e haver sido removido do pastorado, cabe ainda ao sucessor mostrar-se cheio de considerações e honra para com ele. Não se esqueça do pastor anterior é seu irmão na fé.
Qualquer insinuação lançada contra aquele é apenas um reflexo negativo contra o atual pastor e contra a igreja de Cristo, da qual ambos são membros. É também ética, que o novo pastor não queiro alterar apressadamente alterar os métodos do anterior. Isso constituirá um desrespeito ao colega, e será notado com desagrado pelos seus amigos. Uma vez que se tenha inteirado da situação da igreja, e conquistado confiança, então será o tempo do introduzir as alterações necessárias segundo conceitos pessoais.
Pastor e Seu Sucessor: Chegará o tempo, provavelmente, em que o atual pastor seja o predecessor de algum outro, e terá necessidade de ser cortês com o colega. Caso um pastor permaneça o tempo bastante para conhecer o escolhido, como seu substituto, que se certifique e apresente ao povo os atributos e características do seu ministério. A atitude de um pastor para com o irmão que o sucedeu no pastorado deve ser caracterizada pela máxima boa vontade. Lembre-se que o sucesso do novo pastor também refletirá bem no anterior. Esse certamente ama o povo e o bem estar desses crentes; logo, o alegrará ouvir falar do sucesso de seu substituto. E quando o pastor visitar a cidade onde já foi ministro, que procure amistosamente o sucessor.
Não dê jamais oportunidade a Satanás, ou qualquer de seus agentes para introduzir atritos entre ambos. E o contato pessoal entre os dois pastores eliminará possibilidades de críticas. Caso um ex-pastor seja solicitado a oficiar um casamento ou funeral em campo alheio, deve consultar o pastor da igreja, conferindo ao mesmo a posição honrosa a que faz jus, o que é aceitável tanto por parte dele como da família envolvida.
Pastor e os Ministros Auxiliares: A união entre os pastores e ministros auxiliares que dirigem os ministérios da igreja, é também algo que deve ser definido por um bom código de ética. É prejuízo para a igreja quando surgem atritos e mal-entendidos entre os ramos do ministério evangélico ou entre os Ministros. O pastor deve mostrar o máximo de consideração pelos ministros(s) auxiliares; que porventura convide para servir na igreja. Caso tenha marcado uma série de atividades com eles, deve acompanha-los desde o planejamento até a execução. Tal compromisso é uma obrigação sagrada, e é importante cumpri-los pois, doutro modo traria prejuízo aos ministros. Caso seja aconselhável alterar os planos e as datas das reuniões, o pastor deve consultar os ministros, e ver se é possível algum acerto satisfatório para ambos.
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