Ética Pastoral 6 - Na Liderança
A ÉTICA CRISTÃ APLICADA À LIDERANÇA
Embora saibamos que não exista uma liderança ou administração cristã propriamente, no entanto, a elevada ética ministerial devidamente aplicada à liderança, auxilia na sua otimização, para maior compreensão, citamos alguns exemplos:
Propósito. O ministro como líder, procura glorificar a Deus no seu serviço, Age voluntariamente e não tem como objetivo se alto promover, mas busca a glória de Deus, Pv 19.21, Ef 1.11; 3.11.
Métodos. Na liderança secular, o líder comanda e confia com base no seu prestígio pessoal. O Senhor Jesus recomendou aos seus servos: “quem quiser ser o primeiro entre vós, será servo de todos”. Mc 10.42-45.
Motivação. Na vida moderna, muitas são as motivações: fama, dinheiro, poder, posição social, etc. Na vida cristã, a motivação errada torna o nosso trabalho questionável. Portanto é bom sabermos que o amor deve ser à base de todo relacionamento cristão, principalmente do ministro como líder. O líder deve funcionar como modelo para seus liderados, I Co 4.16, Fp 3.17, II Tm 1.13. O amor verdadeiro se expressa em ação e não em mero sentimentalismo religioso.
Percepção Escatológica. O ministro, mais do que qualquer outro, deve ter uma percepção clara dos acontecimentos futuros. Como líder, tem que saber que em breve deverá dar conta do seu ministério, logo desenvolverá um senso de responsabilidade mais aguçada, ter a percepção do bem e do mal, para que possa prevenir os fieis e aos seu próximo dos prejuízos espiritual e material, Ministros que não possuem percepção não tem visão e facilmente é tragado pelo mal e deixa fieis em apuros. Fp 1.9, Is 6.9, Mt 13.14, At 28.26.
Prioridades. Uma qualidade indispensável ao líder é saber estabelecer prioridades. O pastor como líder deve estabelecer prioridades dentro do conhecimento e da submissão à vontade de Deus, Lu. 20.46.
Relacionamento. As relações pessoais do ministro como líder, exigem integridade e lisura, pelas quais se estabelecem o princípio da sociedade pastoral. Ministro que possuem um bom relacionamento, é amigo de todos e não é inimigo de ninguém, pode alguém ser inimigo dele, mas ele é amigo de todos pelo bom relacionamento, isto é testemunho exemplar. I Tm 4.16; 5.1-3, Pv 17.17; 18.24.
Comportamento. Requer-se do ministro como líder uma vida de retidão diante de Deus e aos homens, Comportamento na forma de falar, agir, proceder e na administração da palavra, o comportamento qualifica o ministro como pessoa educada e respeitador. I Tm 4.8-10.
Autoconfiança. A autoconfiança é uma tendência natural, quando as coisas vão bem, confiar em nossas habilidades, experiências e sabedoria. Deus é quem efetua em nós tanto o querer como realizar, segundo a sua boa vontade, Fp 2.1, 2 Co 3.5. Deus nos da capacidade e devemos usar esta capacidade com confiança, pois a não confiança caracteriza falta de fé.
Negligência. O ministro como líder de uma grande obra pode envolver-se com muitas atividades, a ponto de negligenciar o maior bem, a fonte de sua própria força e motivação e adoração. Na adoração o pastor repassa para o Senhor, seus conflitos interiores, suas frustrações e temores e suas angústias. É na adoração que o pastor recebe novas forças e motivação, II Cr 29. 11.
Tentações. No caso em que estamos falando, ética ministerial, elas constituem um preço a ser pago pelo ministro, manter-se vigilante, para não se deixar dominar, nem sempre é fácil, é um preço a ser pago. Tentações que mais atacam o ministro, (abuso do poder, orgulho, inveja e competição). Mt 26. 41, I Co 10. 13, I Tm 5. 9.
Ao ser colocado na liderança de uma Igreja, o pastor recebe autoridade legítima para exercer controle e influência, com o objetivo de edificar seus membros. Mt 16.19; 18.18; II Co 10.8; 13.10. O ministro deve sempre estar em vigilância para não permitir que sua autoridade leve à exaltação do ego e do autoritarismo. A humildade que vem de Deus pelo Espírito Santo é o preço que o ministro deve pagar para evitar o naufrágio.
A ÉTICA MINISTERIAL APLICADA AO LÍDER EFICAZ
Líder Eficaz é aquele que melhor satisfaz as necessidades de seus liderados. Em síntese liderança eficaz é a influência interpessoal exercida numa situação por intermédio do processo de comunicação para se atingir uma meta.
Aspectos de um Líder Eficaz. O grande perigo de uma influência interpessoal é quando o líder procura afetar o comportamento de um membro ou liderado está exercendo uma influência interpessoal.
Em todos os aspectos que você verificar é importante assinalar no estudo da influência interpessoal, que há diferença entre liderança eficaz e poder. Uma pessoa pode ter poder e não desempenhar liderança eficaz. É o caso do líder que emprega força física, pressão social, coação moral. Pressão de autoridade para mandar. Quando um líder obtém resultado pela força, você pode verificar que não há uma liderança eficaz, pois os liderados só obedecem quando o líder está perto. Quando o líder consegue levar os seus liderados a realizarem o que ele pretende, diz-se que influencia os liderados tem no sentido de atingir a meta?
Liderança eficaz não é brincadeira. Vejamos ver os três aspectos diferentes:
1º
- Sensibilidade situacional: Ele deve saber como resolvera situação.
2º
- Flexibilidade de estilo: é a capacidade de mudar o
estilo da liderança conforme as circunstâncias.
3º - Gesto situacional: deve ter a habilidade de mudar uma situação se necessário, ou reformá-la.
Um líder eficaz é capaz de perceber a situação e entender os seus seguidores e seus problemas sociais e situacionais. Exemplo: O obreiro chega ao culto e está chovendo muito e só tem cerca de 8 a 10 pessoas; ele fala: o crente açúcar não veio (isto é situacional).
Um Líder Eficaz e a Palavra da Deus. Um líder eficaz que nele está o efeito da sabedoria e da ciência procura falar e comunicar com seus liderados ao nível de cada um deles. "Tendo os mesmos sentimentos uns para com os outros" Fp 2.2.
COMO O LÍDER EFICAZ UTILIZA SEU TEMPO: Disse Paulo: "aquele que deseja...” 1 Tm 3.1. A vocação ministerial que está embutida no líder eficaz, é dom de Deus, não se compra não se acha nos bancos das Faculdades, mas somente em Deus, e com uma vida consagrada ao Senhor, Ef 4.11. Esse dom e vocação recebidos de Deus condicionam o homem a ocupar o seu tempo na obra de Deus e faz com que este homem brilhe neste mundo como astro, Ap 1.20; Dn 12.3; Fp 2.15.
Não obstante ser necessário o obreiro estudar procurar conhecimentos seculares em colégios, Faculdade, institutos, nos cursos periódicos, não se deve esquecer que a vocação ministerial de um líder eficaz é muito mais importante. A vocação e chamada vem diretamente de Deus ao homem, Jo 15.16; Rm 10.15; Mt 4.19. Todos os crentes recebem uma chamada e nos qualificarmos como chamada para a Salvação, bem diferente da chamada para o ministério, que é uma chamada especial, Jo 15.4,5; Mt 2819.20.
Uma Líder Eficaz e seu Comportamento. Para um líder desempenhar bem e legitimamente o seu ministério, é necessários quatro pontos importantes e indispensáveis para o seu desempenho:
Família. A melhor liderança de um líder eficaz começa exatamente na família. É bom lembrar que o casamento indica o futuro que sempre deve ser promissor. É por isso que o casamento deve ser na direção do Senhor, senão entra no meio do casal a discórdia, conflito, insulto e isolamento. A esposa do líder eficaz deve ser virtuosa, Pv 31.10. Ela pode ser uma grande auxiliadora no ministério de seu marido, se encaixar em Pv 14.1. A mulher virtuosa é coroa do seu marido, Pv 12.4. Ela é colocada como equilíbrio espiritual de seu marido, Pv 18.22; 19.14. O sucesso de um líder eficaz depende grandemente, talvez de 40 ou 50% do comportamento da esposa. I. Tm 3.11. O pai não pode salvar os filhos, mas pode guiá-los à verdade, a fim de não trazer escândalo no trabalho do Senhor, CI 3.18-25.
LÍDERES AUXILIARES AUTÊNTICOS E EFICAZES.
Uma igreja no conceito administrativo enriquece os auxiliares que tem sobre a liderança no líder eficaz. Vejamos o que a Bíblia nos diz do grande sábio Salomão e as condições que demonstram seus auxiliares, 1 Rs 10.1-13.
Atuação Consciente e o Povo. Um líder cujos conhecimentos centrados na Palavra de Deus, cujos conhecimentos bilaterais levam a conhecer o povo que está sobre a sua liderança como condições físicas, condições morais, condições espirituais e condições intelectuais. A Bíblia afirma que o ministro é um embaixador de Deus ao povo representante de Cristo aqui na terra, 2 Cr 5.20. O ministro é o atalaia que está na vigilância guardando o rebanho de qualquer perigo que possa advir e por isso não há tempo determinado ao atendimento ministerial, 2 Tm 3.5; Lc 10.7. O líder nunca deve efetuar estes serviços sozinho, ele deve ser prudente, ter cuidado com as liberdades, ter cuidado com palestrinhas, cafezinhos, etc.
Conduta,
ação, palavras e gestos. Uma vida sadia, cujas exigências são bíblicas, cujas
condições pessoais são indispensáveis, cujas maneiras e atitudes precisam
corresponder aos seguintes tópicos (Flexibilidade e sinceridade, atitude
resoluta e uma cortesia sadia, um sorriso puro e um olhar cheio de colírio e
uma boa expressão facial), etc. Não se esqueça que os outros aspectos acima
citados aparecem em seus traços de personalidade, faz com que o povo espere
algo importante advindo do trono de Deus. Cuidado com gestos no púlpito, ele
fala muito do seu traço de personalidade.
ÉTICA NA DIREÇÃO
Direção Autocrática. Mostra uma liderança ditatorial. O líder utiliza de autoridade investida para comandar seus subordinados, não importando o que eles pensam. Esta prática faz com que o líder seja autoritário e causa abuso de poder.
Direção Oscilante. O líder deixa os seus liderados fazerem o que bem entendem. O líder é inseguro, não assume as responsabilidades, não dá nenhuma instrução, isto gera atritos e confusões. O líder não usa prestígio nem de autoridade. Agindo desta maneira, o líder deixa de ser líder.
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