Ética Pastoral5 - No Ministério

ENVOLVIMENTO NO MINISTÉRIO.

Os obreiros do Senhor? Que diremos das Santas normas reveladas nas Escrituras e fundamentadas no caráter Santo do Senhor Jesus Cristo? I. Co 10.31-32. Portanto o obreiro não pode fugir à ética, sob pena de cometer falhas irreparáveis, que acumuladas aos longos anos podem comprometer seriamente o seu ministério. Não temos a pretensão de estabelecer normas próprias ou meramente humanas, antes o nosso alvo é mostrar o que diz a Bíblia, com o objetivo de ajudar nossos obreiros. O obreiro é uma autoridade na comunidade onde vive, e representa a Igreja a qual serve; portanto sua aparência pessoal, de algum modo, reflete a aparência do seu povo. Não é bom esquecer que o traje está relacionado com o meioambiente, e o obreiro não deve exagerar em usar roupas caras e de grande luxo em lugares humildes. Isto é uma questão de bom senso.

O OBREIRO E A LINGUAGEM.

É determinação do velho apóstolo e mestre aos seus discípulos, I. Tm 4.12b.

Tonalidade da Voz. Obreiro deve moderar sua voz para que não fale gritando, nem tão baixo que seja difícil ouvi-lo. Falar alto demais pode parecer exaltação, falta de convicção do que se fala ou até mesmo falta de educação.

Vocabulário. A fala do obreiro não deve ser recheado de gírias e palavras obscenas, Sl 34.13; Pv 13.3; 21.23. Deve ser de acordo com o auditório. Durante a pregação deve o obreiro ter cuidado para não usar palavras pesadas e incompreensíveis. É sempre preferível usar vocabulários simples para ser compreendido por todos.

Tipo de Conversação. A palavra de Deus condena a conversação torpe e vã. Conversas fúteis anedotas e piadas constituem perda de tempo e pervertem os ouvintes. O obreiro que se dá ao hábito de contar piadas ou anedotas, contar fatos de sua vida ministerial, do seu relacionamento com membros, com o objetivo de fazer gracejos ou até menosprezar irmãos humildes, perde o respeito e autoridade, I Co 15.33; Pv 17.27; CI 4.6; Tt 2.8.

Gestos. A fala também envolve os gestos e o obreiro deve ter cuidado para não ser exagerado nos seus gestos ao falar. Gesticular exageradamente chama muito a atenção das pessoas, normalmente se transfere para o púlpito na hora de pregar. Ao homem de Deus, nada justifica que venha fazer gestos obscenos, Mesmo na hora da ira.

Compromissos. Obreiro tem um compromisso inalienável com a verdade. A Bíblia recomenda que o servo de Deus seja de uma só palavra. I Tm 3.8; Mt 5.37. A mentira não tem grau. Toda mentira desvaloriza a pessoa humana, logo o obreiro que usa mentira estará se depreciando diante de seu povo. O obreiro deve ter cuidado com seus compromissos. Ao fazer um compromisso devemos esforçar o máximo para cumprir o prometido. Muitas pessoas se escandalizam ou rejeitam o Evangelho porque fizeram tratos e depois negaram em cumpri-lo, Pv 6.16,17; 19.5; Zc 8.16; II Co 13.8.

Dívidas. Não é proibido comprar fiado e nem tomar emprestado, mas faltar com o pagamento demonstra falta de amor para com aquele que está sofrendo o prejuízo, e o cristão tem o dever de amar seus semelhantes. Rm 13.8-10.

DISCIPLINA. Disciplina é uma das tarefas mais difíceis para o ministro, porém indispensável e deve ser realizado sob a direção do Espírito Santo e em nome do Senhor Jesus, Pv 3.11, Pv 12.1, Pv 15.32, Pv 23.13. Disciplina não visa destruir almas, desmoronar lares, desestimular pessoas.

OBJETIVO DA DISCIPLINA.

1º - Edificar: II Co 10.8; 13.2,3, 10. A correção oportuna  edifica as vidas para serem úteis ao Senhor.

2º - Preservar a sã doutrina das heresias, e misturas com ensinos sem valor, I Tm 1.3-5; Tt 1.13,14.

3º - Repreender e admoestar os que pecarem afastando-os tendo como atitude o desvio da presença de Deus. I Tm 5.20; II Tm 4.2.

DISCIPLINA EXIGE DO OBREIRO ALGUMAS QUALIDADES, TAIS COMO:

Amor. Nunca deve ser feita com ódio, rancor, excessiva severidade ou dureza de coração, II Co 2.6-8.

Imparcialidade: O pastor não pode favorecer um em detrimento do outro. Diante da disciplina todos são iguais: pobre, rico, sábio, iletrado, de qualquer cor ou posição social, I Tm 5.21; Tg 3.17.

Prudência. Todos são alvos do inimigo, portanto devemos agir com prudência para que não sejamos também tentados; GI 6.1; Rm 15.1; Ef 4.1,2.

Justiça. A disciplina dever ser de acordo com a gravidade de falta. É preciso ter sempre em mente o valor de uma alma e o preço pago no Calvário para salvá-la, Ef 5.9; II Tm 2.22. Temos que ter em mente que o ministro sempre é visto como exemplo em tudo, portanto não pode falhar nestes detalhes.

Facilitador: Professor Pr. Ozéas Dias Gomes.

Comentários